• Dra. Bruna Vilella | Oftalmologista em Ribeirão Preto

Cientistas conseguem reviver células oculares após a morte

Pesquisadores da Universidade Utah (EUA) conseguiram devolver vida a células oculares cinco horas após a morte de um doador de órgãos

Já houve outros estudos que já conseguiram tal façanha, entretanto apenas esse consegui chegar a mácula, que é parte mais importante da retina, ela é responsável pela visão central e por enxergar detalhes e cores.

Para alguns órgãos, a doação é possível pois podem ficar armazenado em baixa temperatura e em meios apropriados e assim permitindo o transplante, como é o caso, por exemplo, de rins e fígados. Já retina que contém células do sistema nervoso central é comprometida em poucos minutos, o que dificulta manipulação depois da morte do paciente.

Esse novo estudo desafia a inviabilidade de órgãos que contém células nervosas essenciais. No começo dos estudos, os pesquisadores até conseguiram reviver algumas células, mas não era possível fazer com que todas as camadas do centro da retina conversarem entre si, tal como acontece em uma retina viva.

Os cientistas perceberam que o problema era a falta de oxigênio, então, desenvolveram uma unidade de transporte especial que restaurava o aporte de oxigênio e outros nutrientes nos olhos retirados de doadores nos 20 minutos depois da morte.

Além disso, também criaram um aparelho que conseguiu estimular a retina a produzir atividade elétrica e ainda medir resposta que o tecido apresentava a esses estímulos.

Os resultados positivos desse estudo abrem uma nova possibilidade para desenvolver tratamentos para doenças maculares, como a DMRI (degeneração macular relacionada idade). Futuros estudos sobre doenças neurodegenerativas no restante do corpo também poderão ser realizadas baseadas nesse estudo.

Além disso, os resultados podem ter dado abertura para o desenvolvimento de novas terapias visuais sem ter a necessidade de realizar experimentos em primatas não-humanos ou mesmo humanos, visto que será possível realizar testes em olhos já mortos. Testes como esse não são feitos e camundongos pois eles não tem mácula, impossibilitando a testagem nesses roedores.

Fonte: Nature e Canal Tech



Olho humano castanho